Meu nome é Vanessa, tenho vinte e quatro anos e, para ser bem sincera, nunca me encaixei nesse padrão neurótico de mulher de revista que vive de dieta de alface e passa duas horas por dia na esteira. Acho essa obsessão um saco, uma chatice sem fim. Há três anos tive o meu filho — o meu maior amor, diga-se de passagem — e o meu corpo mudou, claro. Meus quadris ficaram mais largos, minha barriga ganhou aquela textura macia e feminina que algumas tontas tentam esconder a todo custo com cintas desconfortáveis, mas que eu acho um charme absoluto. Frequentei academia por uns seis meses para deixar as pernas firmes, e foi o suficiente: minhas coxas são grossas, fartas e preenchem um jeans com um orgulho que nenhuma garota de barriga negativa consegue ter.
Eram quase cinco horas da tarde daquele sábado de maio. Acho essa hora do dia a mais bonita na roça, quando aquele calor de matar do meio-dia começa a dar lugar a um vento fresco que vem da baixada do açude. Eu estava na Fazenda Recanto, propriedade do meu pai aqui no interior da Bahia. Amo o campo, o cheiro de terra e a tranquilidade, mas confesso que o que me fazia contar os dias para sair da cidade nem era o silêncio da noite, mas sim uma figura de trinta e seis anos chamada Zé Carlos.
O Zé é o vaqueiro chefe da fazenda. Um homem alto, de ombros largos, pele queimada daquele sol brabo do sertão e mãos calejadas do cabo do reio e da lida pesada. Ele usa um chapéu de palha velhíssimo — que eu acho um charme bruto incomparável — e tem aquele jeito de homem do mato: quieto, de poucas palavras, mas que olha para a gente fixo, sem piscar, como se estivesse tirando a nossa roupa devagar com os olhos. Eu passava a semana inteira no meu apartamento na cidade imaginando a pegada daquelas mãos rústicas na minha pele.
Com meu pai viajando para a sede do município para fechar negócios de gado — e o meu pai adora uma conversa fiada na praça que demora horas —, vi a oportunidade perfeita. Chamei o Zé no pátio do curral e pedi para ele selar dois cavalos: o meu tordilho preferido e o garanhão baio que só ele domina. Meu plano era ir até as ruínas do antigo engenho, o lugar mais isolado, sombreado e bonito de toda a propriedade.
— A senhora tem certeza de que quer ir até a baixada do engenho a essa hora, dona Vanessa? O caminho é fechado e a noite já já cai — perguntou o Zé, ajustando a correia de couro do selim com a habilidade de quem faz aquilo desde menino.
— Já te disse mil vezes para não me chamar de senhora, Zé. Me faz parecer uma velha de oitenta anos — reclamei, dando uma risadinha e me aproximando dele no pátio de terra batida.
Eu tinha escolhido a roupa a dedo naquela tarde, nada foi por acaso. Vesti uma calça jeans escura bem ajustada ao corpo, que valorizava o volume do meu quadril sem me apertar demais, e uma camisa xadrez em tons de vinho e preto — odeio roupas apagadas ou sem graça — com os três primeiros botões abertos de propósito, deixando meu decote bem à vista. Por baixo, escolhi um conjunto de lingerie de renda preta rendada, com detalhes em cetim; odeio lingerie bege ou funcional, acho que calcinha sem graça devia ser proibida por lei. Passei também um perfume floral marcante com notas amadeiradas, porque acho que mulher tem que cheirar bem e deixar rastro até no meio da poeira da roça.
— E eu não perguntei se ia escurecer — continuei, encarando ele de baixo para cima, sentindo o cheiro de couro novo da sela misturado ao suor limpo dele. — Perguntei se você vai me acompanhar ou se tá com medo de andar no mato comigo?
Ele me olhou bem devagar, sem a menor pressa, descendo os olhos negros do meu rosto para o meu decote e depois acompanhando o contorno das minhas coxas no jeans. Deu aquele sorriso de canto de boca que me deixava louca e puxou a aba do chapéu de palha.
— Medo eu não tenho de nada nessa fazenda, dona... Vanessa. O garanhão tá pronto.
Montamos e seguimos em fila indiana pelo trieiro de terra. Eu ia na frente, bem consciente de que o balanço compassado do cavalo fazia meu bumbum e minhas coxas se moverem de um jeito irresistível para quem vinha logo atrás. O som dos cascos batendo nas pedras soltas, o farfalhar das folhas de embaúba e o cheiro do mato verde me deixavam ainda mais ansiosa. A cada solavanco da montaria, a expectativa de ter aquele homem para mim só aumentava.
Em vinte minutos chegamos às ruínas do engenho. O lugar é incrível, meio místico: paredes velhas de pedra coberta por trepadeiras verdes, a sombra enorme e acolhedora de uma gameleira secular e o barulho constante do riacho correndo sobre pedras polidas. É o ponto mais isolado da fazenda, protegido de qualquer olhar curioso.
Desmontei do tordilho e, claro, armei meu teatro: fingi que tinha pisado em falso numa pedra e dei um mau jeito no tornozelo.
— Eita! Me segura aqui, Zé! — chamei, soltando a rédea.
Ele saltou do garanhão como um raio e veio me segurar pelos braços antes que eu encostasse no chão. Quando as mãos grandes, quentes e calejadas dele apertaram a pele macia dos meus braços, meu coração disparou na hora. A proximidade dele cheirava a couro, fumo de rolo e uma masculinidade crua que me tontava.
— Machucou o pé? — perguntou ele, com a voz grave ressoando perto do meu ouvido, o rosto a poucos centímetros do meu.
— Não foi o pé que machucou, Zé... — sussurrei, olhando direto para a boca dele, sentindo o calor que emanava do seu peito largo. — Foi a espera. Você acha mesmo que eu vim até aqui no fim da tarde pra olhar parede de pedra velha?
Ele piscou devagar, assimilando a audácia da filha do patrão.
— A senhora tá brincando com fogo... Se seu pai descobre uma coisa dessas...
— Meu pai tá a quilômetros daqui. E eu passei meses na cidade imaginando essa sua mão grossa no meu corpo.
Não esperei ele pensar muito ou deixar a prudência falar mais alto. Colei meu corpo no dele de uma vez, sem dar espaço para recuo. O contraste da minha pele macia e perfumada com a firmeza rústica do peito dele foi o suficiente para o Zé esquecer qualquer juízo ou respeito profissional. Ele soltou as rédeas do cavalo, me segurou pela nuca com firmeza e me deu um beijo bruto, faminto, com uma língua quente e afoita que me fez estremecer inteira até a ponta dos pés.
Soltei um gemido baixo, enfiando as mãos pelos cabelos dele e jogando aquele chapéu de palha longe — odeio qualquer coisa atrapalhando o contato direto na hora da paixão. Ele me puxou para perto com vontade, encurtando a distância até que o volume rígido do seu corpo pressionasse o meu jeans.
— Você é uma tentação do diabo, sabia? — rosnou ele no meu pescoço, distribuindo beijos quentes e dando mordidinhas na minha pele sensível perto da orelha.
— E você demorou demais pra criar coragem — respondi arfando, terminando de abrir os botões da minha camisa xadrez e deixando exposto o sutiã de renda preta de bojo estruturado, que destacava meus seios fartos.
O Zé tirou a manta de feltro macio e denso que usava sobre a sela do garanhão e a estendeu com cuidado sobre a grama fofa debaixo da sombra da gameleira. Ele me deitou ali com uma delicadeza que contrastava com sua figura bruta. O olhar dele sobre mim era de uma admiração tão pura e sincera que me fez sentir a mulher mais desejada do mundo.
Ajoelhado ao meu lado, ele desceu as mãos rústicas pelas minhas coxas, desabotoou o meu jeans e puxou a peça para baixo junto com as botas, deixando minhas pernas claras, grossas e macias expostas ao ar fresco da tarde. A calcinha de renda preta, com laterais um pouco mais largas como eu gosto, destacava ainda mais o tom da minha pele e o contorno do meu quadril.
— Que mulher bonita e gostosa você é, meu Deus... — murmurou ele com a voz rouca de desejo, passando os dedos calejados pela minha virilha e me fazendo cravar as unhas nos seus ombros largos.
O toque daquela pele áspera e forte na minha sensibilidade provocava arrepios imediatos. Zé desceu o rosto, beijando a curva da minha cintura, a maciez do meu ventre e a parte interna das minhas coxas, apreciando cada centímetro do meu corpo sem pressa. Naquele tapete improvisado de feltro, sob o dossel de folhas da gameleira e embalados pelo som relaxante do riacho, a atmosfera ficou totalmente carregada de uma paixão visceral.
ele queria conduzir do jeitão rústico dele,mas ao mesmo tempo se conteve certamente com receio por conta da minha condição de patroa.
— Zé você sabe que aqui não há regras né?, não estou aqui para ser sua patroa, viemos para cá por outro motivo.
o homem parecia um cachorro faminto depois que eu disse isto
pensei que seria menos prazeroso as coisa pois se tratava de um cara rústicos
ele foi tirando minha roupa com calma e colocando tudo arrumada ali próximo.
uau quanta disciplina.
fiquei admirada quando e colocou o pau pra fora, que pica linda cheia de veia gigante
(**relato completo**)
Parece brincadeira mas cada movimento deste o tesão subia mais e mais, imagina um homem praticamente rígido com suas regras quebrando tudo por uma mulher.
A entrega entre a filha do fazendeiro e o vaqueiro do interior aconteceu de forma intensa, marcada pelo contraste do rústico com o delicado, numa troca de carícias profundas, sussurros quentes ao pé do ouvido e movimentos envolventes que pareciam fazer o tempo parar no meio daquela vegetação fechada. O cheiro de mato, o aroma do meu perfume e o calor dos nossos corpos se fundiram completamente até que o ritmo frenético deu lugar a um relaxamento absoluto e contagiante.
Quando tudo terminou e o céu de maio já estava daquele azul-escuro lindo, salpicado pelas primeiras estrelas brilhantes da noite, fiquei deitada com a cabeça apoiada no peito largo e firme do Zé. O som do coração dele batia num ritmo calmo e compassado, enquanto a brisa fresca da madrugada que se aproximava vinha secando o suor da nossa pele. Ele passava os dedos grossos pelo meu cabelo ondulado de um jeito extremamente carinhoso que me fez sorrir no escuro.
— A gente precisa se ajeitar e voltar, Vanessa. Daqui a pouco a noite fecha o caminho de vez e os cavalos vão ter dificuldade no trieiro — disse ele baixo, com a voz mansa, embora não estivesse fazendo o menor esforço físico para se mexer da relva.
Dei uma risada gostosa e manhosa, sentei na manta e comecei a vestir minha calça jeans e a fechar os botões da camisa xadrez, ajeitando o colar no pescoço.
— A gente volta sim, Zé... mas aviso logo que amanhã à tarde, no mesmo horário, eu vou querer andar a cavalo de novo — disse, olhando para ele por cima do ombro com o meu melhor sorriso provocador.
Ele deu uma risada de canto de boca, pegou o chapéu de palha do chão, limpou a poeira da aba e me olhou com um brilho de desejo renovado nos olhos, sabendo perfeitamente que, a partir daquele final de tarde, os meus finais de semana na fazenda do meu pai nunca mais seriam os mesmos.
Comentários (0)
Faça login para comentar.
Seja o primeiro a comentar nesta história!