O que começou como uma inspeção de rotina sob o sol causticante do meio-dia transformou-se em uma colisão inevitável de dois mundos. Ele trazia na pele a marca do trabalho pesado nas ruas — a poeira, o calor acumulado e o cheiro denso do suor de quem encara a vida sem floreios. Eu trazia trinta e nove anos de um silêncio elegante, vivendo entre o mármore frio e o isolamento de uma propriedade imensa. Quando nos olhamos na varanda e caminhamos para o anexo dos fundos, a distância social ruiu. O ar entre nós já estava denso, mas antes que a penumbra do depósito nos recebesse por inteiro, o calor abafado da tarde pedia uma pausa.
Na lateral da varanda, ao lado da piscina de borda infinita, ficava o chuveiro externo — uma ducha de aço escovado fixada em uma parede de pedra rústica.
— O calor aqui fora tá insuportável — disse ele, a voz grave e pausada, parando a poucos passos de mim e olhando para a ducha. — A gente podia resolver isso antes.
Olhei para o uniforme de brim pesado, manchado pelo suor da jornada, e depois para o meu próprio vestido de seda. O contraste era gritante, mas a urgência era a mesma.
— Testa o chuveiro — respondi, num tom baixo, aproximando-me do painel de pedra. — A água sai direto do reservatório principal.
Ele deu um passo à frente e girou o registro com a mão grossa. O jato de água fria desabou com força contra o piso de pedras rústicas, espirrando névoa para todos os lados e aliviando imediatamente a pressão do ar abafado.
Sem hesitar, ele deu mais um passo e entrou debaixo da ducha com roupa e tudo. A água gelada atingiu suas costas largas, fazendo o brim grosso do uniforme escurecer e se colar instantaneamente à musculatura dos seus ombros. Ele tirou o boné, jogando-o no chão da varanda, e passou as mãos pelos cabelos, tirando o excesso de água do rosto enquanto soltava um suspiro profundo de alívio.
— Você não vem? — provocou ele, mantendo os olhos fixos em mim enquanto a água escorria pelo seu peito, entreabrindo a gola da camisa. — Ou tem medo de estragar a seda?
A provocação me atingiu em cheio. Sem dizer nada, dei o passo que faltava e entrei debaixo do jato d'água ao lado dele.
O choque térmico foi avassalador. A água fria encharcou o tecido leve da minha roupa em segundos, colando-o completamente às curvas do meu corpo. Quando me mudei para debaixo do fluxo principal, ele me puxou pela cintura com firmeza, trazendo-me para junto do seu peito molhado. O contraste entre a água gelada e o calor escaldante que emanava da pele dele gerou um calafrio que percorreu toda a minha espinha.
— Você é louca... — ele murmurou contra o meu ouvido, a voz rouca abafada pelo som da água caindo contra as pedras.
— Eu só cansei de sentir frio nessa casa — respondi, encarando sua boca molhada, enquanto minhas mãos subiam pelos seus ombros molhados, sentindo a firmeza do brim encharcado.
— Então para de falar — ele rebateu, apertando minha cintura com mais força.
Ele colou sua boca na minha em um beijo pesado, faminto, misturado às gotas de água que escorriam pelos nossos rostos. A força com que ele me segurava sob a ducha encharcada apagou qualquer resquício de hesitação. O aroma do seu suor, agora misturado à água limpa e ao cheiro do pano molhado, continuava ali, impregnando o ar e tornando a experiência ainda mais crua e física.
enquanto a agua jorrava ele foi cada vez apostando mais fundo
me ajudou a arrancar minha roupa, fiquei praticamente nua
eu estava meio sem jeito, mas ele me olhava como se eu fosse uma obra de arte um quadro em algum museu.
ele me comeu com os olhos antes mesmo de tudo começar...
um tapa na bunda quase estraga o clima, nunca gostei mas nao sei porque nao surtei
apenas curtindo o momento a loucura daquele momento.
e me fez por as mãos na parede parecia aquelas cenas de policia revistando bandidos sabe?
ele veio beijando no pescoço, cada beijo um arrepio profundo!
neste momento tinha mais liquido saindo de mim que da cachoeira artificial, ele me pois empinada, e veio abaixou bem atras de mim, praticamente ajoelhado e me chupo por trás.
eu nem sabia que dava para fazer algo deste tipo, que delicia as lambidas alternadas entre o grelo e o buraquinho da xota estava me levando a loucura.
pedi pra ele segurar um pouco pois eu ja estava quase gozando, ele nao obedeceu de forma algumas, quase nao consegui me manter de pé, minhas pernas tremiam tanto parecendo que toda fraqueza do mundo tinha caído sobre mim.
*****
no mesmo instante ele se moveu com uma segurança quase primitiva, dominando cada centímetro daquele espaço reduzido. Com um movimento ábil, ele me ergueu ligeiramente fazendo-me apoiar sobre a bancada de cimento onde descansavam as ferramentas. O cimento frio sob as minhas pernas contrastava de forma avassaladora com o calor escaldante que emanava do seu corpo. Ele se encaixou entre as minhas pernas, mantendo as mãos firmes na minha cintura, puxando-me um encaixe perfeito, seu pau entrou em mim com tanta facilidade, um homem como ele sabe preparar uma mulher, sabe deixar a mulher no ponto perfeito... nao tinha neste momento nem mais um centímetro de distancia entre nosso corpos.
Minhas mãos correram pelos seus ombros largos, sentindo a tensão dos músculos sob o tecido grosso do uniforme. Acompanhei com os dedos a curva do seu pescoço úmido de suor, afundando as unhas no tecido da sua camisa enquanto nosso ritmo do so se intensificava. O som das ferramentas de metal vibrando levemente na prateleira com os nossos movimentos e a respiração pesada que trocávamos transformavam aquele anexo esquecido no centro do meu universo.
Não havia espaço para o passado ou para o futuro. Não importava o nome que estava registrado na prancheta de papelão jogada no chão, nem o sobrenome de peso da família que estampava o portão de ferro lá fora. Naquela penumbra quente, éramos apenas uma mulher faminta pela vida real e um homem marcado pelo sol, entregues a uma atração física imprevisível e devastadora.
ele me mudou de posição me colocando de barriga para baixo, apoiando as mãos em meu obro me puxado para que cada vez mais eu estivesse dentro dele.
O calor dentro do cômodo tornou-se quase insuportável, mas nenhum dos dois parecia se importar com a temperatura. A cada toque, a cada suspiro abafado contra a minha pele, a sensação de que estávamos quebrando todas as regras daquela casa trazia um prazer proibido e entorpecente. O suor que escorria da sua testa pingava suavemente sobre o meu colo, misturando-se à minha própria pele e criando uma conexão física que parecia apagar qualquer diferença de classe entre nós.
Permanecemos ali por o que pareceram horas, suspensos naquele parêntese do tempo, onde a força bruta e a entrega refinada se fundiram em um único ritmo pesado e visceral.
Quando a onda de intensidade finalmente começou a abrandar, o silêncio do ambiente voltou aos poucos, mas já não era mais o mesmo silêncio frio de antes. Fiquei encostada na parede, com a respiração voltando ao normal devagar, enquanto ele mantinha a testa apoiada no meu ombro, o peito ainda subindo e descendo em arfagens pesadas.
Ele se afastou devagar, encarando-me pela última vez na meia-luz do depósito com um olhar que carregava um misto de satisfação e cumplicidade. Sem dizer uma única palavra, ele reajustou os botões da camisa de brim, limpou o suor do rosto com o antebraço e recolheu a prancheta de madeira do chão, pronto para voltar ao mundo lá fora como se nada tivesse acontecido.
Quando ele finalmente fechou o registro, o silêncio da varanda retornou, quebrado apenas pelo gotejar contínuo da água nas pedras. Encharcados, com a respiração pesada e as roupas coladas ao corpo, trocamos um último olhar carregado de cumplicidade antes de caminharmos, passo a passo, em direção à porta aberta do anexo.
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