Romance Corporativo, Viagem de Negócios, Hotel, Tensão, Segredo

Conexão no Executive Lounge

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A rotina em uma grande multinacional de tecnologia raramente deixa espaço para imprevistos. Meu nome é Vanessa, tenho 35 anos, sou gerente de operações na matriz em São Paulo. Focada e pragmática, construí uma carreira sólida mantendo minha vida pessoal totalmente separada do ambiente de trabalho.

Tudo mudou durante um congresso de inovação em um hotel corporativo no Rio de Janeiro. A matriz havia enviado dois representantes para fechar uma parceria estratégica: eu e o Gustavo, 38 anos, diretor regional da filial de Curitiba. Conhecíamo-nos apenas por reuniões por videoconferência e trocas formais de e-mails, onde frequentemente divergíamos sobre processos e prazos.

Na primeira noite do evento, após uma maratona de palestras, recebemos a notícia de que a apresentação principal para os investidores havia sido antecipada para a manhã seguinte. Sem opções, nos reunimos no Executive Lounge do 15º andar para reestruturar todo o projeto.

O ambiente era silencioso, meia-luz, com janelas panorâmicas voltadas para a praia iluminada. Com um notebook aberto e taças de vinho sobre a mesa, o clima de rivalidade inicial foi caindo à medida que as horas passavam. Descobrimos uma sintonia de trabalho impecável. O tom formal das conversas cedeu lugar a risadas, confidências sobre a rotina exaustiva e olhares prolongados que antes eram disfarçados pelas telas do computador.

Por volta das duas da manhã, com o projeto finalmente concluído, o cansaço deu espaço a uma tensão velada. Ao guardar os papéis na pasta, nossas mãos se tocaram "sem querer" sobre a mesa. Ninguém se afastou. Gustavo olhou fixamente nos meus olhos, quebrando o último bloqueio profissional entre nós.

— Trabalhar com você pessoalmente é muito diferente do que por e-mail, Vanessa — disse ele, com a voz baixa.

— Você também é bem diferente do que demonstra nas reuniões, Gustavo — respondi, mantendo o olhar.

A proximidade no elevador rumo aos quartos foi silenciosa e carregada. Quando a porta se abriu no andar das suítes, a hesitação desapareceu. Um passo em direção ao corredor transformou-se em um beijo intenso e urgente perto da porta da sala.

A noite seguiu no quarto, longe de crachás, planilhas e métricas. Entre sussurros e a iluminação suave vinda da janela, a rivalidade profissional transformou-se em uma entrega completa e inesquecível, mantida sob o absoluto compromisso de segredo entre os dois.

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Escrito por Admin

Autor(a) e criador(a) de contos no Lamia Club.

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