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Escritório o doutor e a Secretaria parte 2

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Depois de semanas de olhares trocados nos corredores e de uma tensão que parecia prestes a explodir a cada reunião, a linha profissional que nos separava simplesmente deixou de existir. A garota de 26 anos, que havia chegado para trabalhar ao meu lado, agora ocupava o topo da minha mesa de mogno. O que começou com a entrega hesitante de relatórios no fim do expediente escalou rapidamente para um encontro avassalador no silêncio do escritório. Sem espaço para dúvidas ou hesitações, entregamo-nos ao desejo acumulado, deixando as roupas e o controle de lado em uma entrega visceral e urgente.

A cada investida profunda, a resistência da mesa sob nós parecia marcar o tempo de uma dança perigosa. O som abafado da sua respiração cortada misturava-se ao eco do trânsito distante lá fora. Sentir o corpo de Beatriz ajustado ao meu, quente, úmido e completamente entregue, destruiu qualquer resquício de racionalidade que eu ainda tentava manter aos 41 anos.

Inclinei meu corpo sobre o dela, apoiando os braços na madeira e segurando seu rosto entre as mãos. Nossos olhares se cruzaram em meio à penumbra. Os olhos dela, escuros e brilhantes pelo prazer, não desviavam dos meus por um único segundo.

— Olha para mim — pedi, com a voz baixa e rouca, aumentando o ritmo dos movimentos.

Beatriz soltou um gemido agudo, encurvando as costas e pressionando o quadril com ainda mais força contra o meu. Ela envolveu minha cintura com as pernas, prendendo-me junto a ela, exigindo que eu fosse mais fundo a cada estocada.

— Mais... não para — ela sussurrou, a voz trêmula de desejo, cravando as unhas nas minhas costas enquanto o ritmo se tornava cada vez mais intenso e sem pausas.

A pele dela brilhava com uma fina camada de suor sob a luz fraca da sala. O perfume de baunilha, agora misturado ao cheiro quente da nossa própria intimidade, dominava o ar. Minhas mãos baixaram para as suas coxas, erguendo-as um pouco mais para mudar o ângulo do encaixe. A reação foi imediata: ela soltou um suspiro profundo, o corpo todo tencionando-se enquanto as paredes da sua buceta começa a se contrair ritmicamente ao redor de mim, prendendo-me em uma onda avassaladora.

Sentir Beatriz atingir o clímax daquela forma foi o gatilho final. Aumentei a frequência das estocadas, buscando cada centímetro daquela sensação extrema, até que meu próprio corpo cedeu ao limite. meti tudo nela sem pena com uma última socada bem funda, segurando seu quadril firme contra o meu enquanto uma onda intensa de prazer percorria toda a minha espinha, fazendo-me soltar um gruñido grave contra o seu pescoço.

Ficamos assim por longos minutos, colados um ao outro, ouvindo apenas o som da nossa respiração pesada tentando voltar ao ritmo normal. O silêncio do escritório voltou a se impor aos poucos, mas o ar permanecia denso, transformado.

Devagar, desfiz o abraço e me afastei com cuidado. Beatriz permaneceu deitada sobre a mesa por alguns segundos, os cabelos escuros espalhados sobre o couro das pastas, com um sorriso leve e satisfeito nos lábios. Ela se sentou devagar, ajeitando a camisa aberta sobre o peito e me observando enquanto eu reorganizava minhas roupas.

— Acho que os relatórios de hoje vão precisar ser revisados amanhã — disse ela, com um tom provocante e divertido na voz, passando os dedos pelos lábios ainda vermelhos.

Aproximei-me dela mais uma vez, inclinando-me para dar um beijo calmo e demorado no topo da sua cabeça, sentindo o calor da sua pele sob os meus lábios.

— Amanhã cuidamos dos papéis — respondi, oferecendo a mão para ajudá-la a descer da mesa. — Por hoje, a única coisa que está decidida é que não existe mais nenhuma distância entre nós dois.

Beatriz sorriu, fechando os botões da camisa com uma calma calculada, sabendo exatamente que a rotina daquele escritório jamais voltaria a ser a mesma.

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Escrito por Admin

Autor(a) e criador(a) de contos no Lamia Club.

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