Há coisas que a gente tenta guardar no fundo da gaveta, acreditando que o tempo e a rotina vão dar conta de apagar. Meu nome é Juliana, tenho 41 anos, sou advogada e casada há catorze anos com o Henrique. Sempre fomos aquele casal referência para os amigos: estáveis, bem-sucedidos e com uma rotina organizada em Campinas. O Henrique é um homem prático, focado no trabalho em uma multinacional de logística, e nós não tivemos filhos.
O Henrique, no entanto, tem um filho do primeiro casamento, o Lucas, de 21 anos. O rapaz cresceu morando com a mãe em outra cidade, mas há cerca de dois anos veio para a nossa região para cursar Educação Física. Para economizar, acabou se mudando para o nosso apartamento. Lucas sempre foi reservado, atencioso e muito focado em treinos e estudos. A convivência sob o mesmo teto era tranquila, mas desde o primeiro ano percebi que havia uma troca de olhares diferente quando ficávamos a sós na cozinha ou na sala. Um silêncio carregado que ambos fingiam não notar.
O ponto de virada aconteceu em um feriado prolongado. Um colega de diretoria do Henrique convidou algumas famílias para passar quatro dias em uma pousada isolada na Serra da Mantiqueira. O lugar era espetacular: chalés de madeira, lareira, área de esportes e uma vista impressionante para as montanhas.
No segundo dia, o grupo organizou um torneio informal de beach tennis à tarde. O sol estava forte, todos bebiam vinho e cerveja gelada, e o clima era de descontração. Fui escalada para fazer dupla com um dos convidados, enquanto Lucas jogava no time oposto. Foi durante as partidas que a tensão velada se tornou evidente. A cada ponto vencido, Lucas buscava meu olhar. Nas trocas de lado na quadra, quando nos cruzávamos na rede, o espaço entre nós era sempre mínimo. Em uma das jogadas, ao tentar alcançar uma bola difícil perto da linha, recuei de costas e me esbarrei com força nele. Senti o calor do corpo dele e a firmeza dos seus braços segurando minha cintura para que eu não caísse. O contato durou três segundos, mas o olhar que ele me deu ao soltar minha cintura fez meu coração disparar.
confesso que passei o restante da partida com o corpo muito quente desejando um toque mais prolongado.
Mais tarde, o grupo se reuniu na área da piscina aquecida. A bebida continuava fluindo e o clima esquentou com brincadeiras e música. Dentro da água, o jogo de provocações sutis continuou. Em determinado momento, enquanto todos riam de uma piada na outra ponta da piscina, Lucas nadou por baixo d'água e passou bem rente às minhas pernas, tocando minha coxa com firmeza antes de submergir. Aquele toque na água gerou uma descarga elétrica instantânea. Me desculpei com o pessoal, disse que precisava de um banho e fui para o chalé.
o tesao tomo conta no banho vi que estava muito molhada , mas não era água da piscina , chega tava grosso , a vontade de fazer alguma coisa ali mesmo só pra me aliviar, mas me contive
No quarto, o efeito do vinho somado à adrenalina do momento me deixou completamente desassossegada. Tomei um banho demorado, tentando colocar a cabeça no lugar e repetir para mim mesma o quanto aquilo era errado.
À noite, o grupo se reuniu no salão principal para um jantar com vinho e fondue. Por volta da meia-noite, uma tempestade forte atingiu a serra, cortando a energia de toda a propriedade. Como todos já estavam cansados e um pouco alterados pela bebida, o pessoal decidiu recolher-se aos chalés. O Henrique, que havia bebido além da conta com os colegas, deitou na cama e apagou quase imediatamente.
Fiquei acordada na iluminação fraca da lareira, ouvindo o barulho da chuva forte nas telhas. Pouco depois de uma da manhã, ouvi batidas leves na porta do chalé. Achei que fosse algum funcionário da pousada trazendo lanternas. Ao abrir a fresta da porta, dei de cara com o Lucas, vestindo apenas uma bermuda e molhado da chuva.
— Lucas? O que aconteceu? — perguntei em um sussurro baixo.
— O meu chalé está sem luz e a janela da varanda emperrou com o vento... posso pegar uma lanterna ou uma coberta extra aqui? — respondeu ele, com a voz meio falhada.
Ele parecia meio nervoso, como alguem que tinha apostado seu último centavo em um bilhete de loteria.
Ao entrar no pequeno hall de entrada do chalé, a proximidade na penumbra fez a hesitação desaparecer. Ele olhou para mim, deu um passo à frente e me segurou pela cintura, me puxando para junto do corpo dele.
— Eu não vim buscar coberta nenhuma, Juliana... eu não aguento mais fingir que não vejo como você me olha — sussurrou ele, antes de selar nossos lábios num beijo urgente, quente e faminto.
Tentei empurrá-lo por dois segundos, mas o desejo acumulado de meses falou mais alto. Retribui o beijo com a mesma intensidade, segurando firme nos ombros dele. Ele me conduziu em silêncio até a sala de estar do chalé, longe do quarto onde o Henrique dormia pesado.
Ali, no sofá em frente à claridade fraca da lareira, nos entregamos completamente ao momento. O encontro foi Intenso, repleto de suspiros abafados e uma entrega desesperada, onde cada toque e cada movimento carregava a urgência de algo proibido que vinha sendo reprimido há muito tempo. O contraste entre o frio da tempestade lá fora e o calor do momento na sala tornou a experiência inesquecível.
eu nao sabia que podia sentir tanto prazer , quando ele desceu e começo a me beija la embaixo confeso que meu corpo nao tinha controle, imagine …
logo pensei que ia desmaiar ..
Antes do amanhecer, quando a chuva diminuiu, Lucas se vestiu em silêncio, me olhou nos olhos pela última vez naquela noite e voltou para o seu chalé.
Na manhã seguinte, durante o café da manhã, o silêncio entre nós na mesa era denso. Ninguém desconfiou de nada, mas a dinâmica da nossa convivência sob o mesmo teto mudou para sempre. Aquele fim de semana na serra deixou claro que a linha já havia sido cruzada e que não haveria mais volta.
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