A oficina mecânica na saída da cidade sempre foi o meu domínio absoluto. Aos trinta e quatro anos, com os braços calejados, graxa entranhada nos sulcos da pele e o peito acostumado ao peso dos blocos de ferro, eu achava que já tinha visto de tudo passar por cima do meu elevador hidráulico. Mas nada me preparou para a chegada de Camila.
Era uma tarde abafada de sexta-feira, passava um pouco das cinco horas. A maioria dos auxiliares já tinha arrumado as gavetas e largado o expediente, restando apenas o som seco das ferramentas sendo guardadas no painel e o cheiro denso, característico do meu ganha-pão: óleo queimado, gasolina evaporada e borracha aquecida. Foi exatamente nesse intervalo que o ronco irregular de um sedã importado anunciou a entrada de um cliente no galpão de terra e concreto.
O carro encostou perto da bancada principal. Quando a porta se abriu, quem desceu foi Camila. Ela tinha seus vinte e oito anos, uma postura ereta, decidida, e um olhar escuro que não pedia licença para nada. Usava um vestido justo de malha escura que desenhava com precisão a linha do quadril e marcava a cintura fina, criando um contraste absurdo com o ambiente rústico de peças espalhadas, graxa e ferramentas pesadas. Os cabelos negros caíam soltos até o meio das costas, e o rosto trazia uma mistura de impaciência com o veículo e uma curiosidade aberta ao me encarar.
— O motor começou a soltar uma fumaça estranha perto do capô e a direção ficou dura de uma hora pra outra. Me disseram na cidade que você é o único por aqui que resolve sem enrolar a gente — disse ela, a voz firme, vindo na minha direção enquanto eu limpava as mãos sujas num pano surrado de estopa.
— Vamos dar uma olhada nisso agora. Abre o capô aí pra mim — respondi, mantendo o tom profissional e direto de sempre.
Caminhei até a frente do veículo e inclinei o corpo sobre a estrutura quente do motor. Camila não ficou esperando de longe ou na sala de recepção climatizada; ela veio até o meu lado, encostando a coxa na lateral do para-lama do carro. O cheiro do perfume refinado dela — algo doce, marcante — invadiu meu espaço, misturando-se de forma violenta com o odor de graxa, solvente e óleo diesel impregnado na minha pele.
— O problema principal está na correia de acessórios que desfio e no vazamento da junta da tampa. O óleo tá caindo direto no coletor aquecido, por isso a fumaça — expliquei, apontando com a ponta de uma chave de fenda para a parte mais funda do cofre do motor.
— E demora muito pra ajeitar isso tudo? Eu precisava pegar a estrada ainda hoje à noite — perguntou ela, inclinando-se um pouco mais para perto para tentar enxergar o local, deixando o decote do vestido frouxo a poucos centímetros dos meus olhos.
— Se for pra fazer o serviço direito e testar a pressão, você vai ter que esperar o resto do pessoal sair e eu trabalhar sozinho nele — falei, tirando os olhos das peças e fixando o olhar direto nos lábios dela.
Camila sustentou o olhar sem piscar. Um sorriso de canto de boca, lento e carregado de intenção, apareceu em seu rosto.
— Eu não tenho pressa nenhuma, mecânico... contanto que você resolva meu problema de verdade.
A mensagem ficou clara no ar. Caminhei até a frente do galpão e baixei as grandes portas de aço, trancando o acesso pela calçada. O ambiente ficou banhado apenas pela iluminação amarelada e fraca das luminárias suspensas sobre a bancada de madeira pesada. O silêncio do galpão fechado transformou a oficina num refúgio isolado do resto do mundo.
Voltei para perto da bancada. Camila estava encostada na borda da madeira rústica, de braços cruzados abaixo dos seios, acompanhando cada passo meu com atenção. Aqueça acumulada do dia e a proximidade provocante romperam qualquer barreira comercial.
Lavei as mãos rapidamente na pia do fundo, tirando o excesso de sujeira, mas mantendo a essência bruta do trabalho no peito e nos braços. Parei a milímetros do corpo dela.
— Você veio aqui pra consertar o carro ou pra me enlouquecer de vez, Camila? — perguntei com a voz grave, segurando-a pela cintura com firmeza e sentindo a pele quente sob o tecido do vestido.
— Os dois — sussurrou ela, cravando as unhas no meu pescoço e me puxando para um beijo bruto, faminto e sem pudor.
A boca dela abriu-se de imediato, acolhendo minha língua com uma urgência que me pegou de surpresa. O contraste da minha pegada forte com a delicadeza dela acendeu um fogo perigoso. Ergui Camila pela cintura, sentando-a sobre a bancada de madeira, no meio de chaves combinadas e alicates. Ela abriu as pernas sem hesitar, envolvendo meu quadril com as coxas quentes e puxando meu corpo contra o seu.
Puxei a barra do vestido dela para cima, expondo as pernas claras e a lingerie fina de renda. A urgência da situação naquele ambiente de trabalho fez meus dedos buscarem a intimidade dela por baixo do tecido. Camila já estava completamente tomada pelo desejo, soltando um gemido abafado que ecoou pelo teto alto do galpão quando minha mão encontrou seu centro aquecido e encharcado.
— Você não vale nada... que delícia de homem — murmurou ela no meu ouvido, enquanto eu ajustava a pressão e o ritmo da minha mão contra o corpo dela.
— Fala baixo que a rua tá perto — provoquei, sentindo a pele dela queimar sob meus dedos.
— Não me importa quem tá lá fora... me pega logo — pediu ela arfando alto, jogando a cabeça para trás contra o painel de ferramentas, enquanto o barulho leve do metal chacoalhando acompanhava o movimento descontrolado do seu quadril.
fui direito ao ponto como ela pediu
ela falou que não daria para fazer algo bem feito mas que queria relaxa pois o dia dela não estava bom, assim foi feito.
mamei um pouco os peito dela , ela me pediu para ser rapido, que em outro momento teríamos mais tempo , que hoje ela só queria relaxar.
Ela não estava tao perfumada afinal já era fim do dia seu perfume ja estava bem distante, mas quem sou eu para reclamar já que estou usando meu perfume padrão à base de óleo e lubrificantes de carros.
ela se abriu com facilidade eu posicionei meu penis na entrada e aguardei ela praticamente se jogou, com pouco mais de 10 socadas ela ja esta se tremendo anunciando o gozo, ela fez uma massagem em meu ovo que me fez gozar em segundos, aquilo abriu um caminho, nao sao todas que tem este macete.
Quando o furacão passou e a respiração de ambos começou a voltar ao normal, o silêncio da oficina dominou o espaço novamente, interrompido apenas pelo estalar do metal do motor do carro que ia esfriando devagar.
Camila ajeitou o vestido de malha com paciência, respirando fundo e usando o espelho retrovisor do sedã para alinhar os cabelos e checar a maquiagem. No rosto, trazia um olhar de cumplicidade e absoluta satisfação.
— E agora, o motor vai demorar quanto tempo pra ficar pronto? — perguntou ela, rindo baixo enquanto limpava uma marquinha leve de graxa que tinha ficado em seu pulso.
— O carro eu resolvo em vinte minutos sem segredo nenhum — respondi com um sorriso torto, pegando a caixa de chaves no chão.
Ela se encostou na lateral do veículo para acompanhar o conserto, ciente de que, a partir daquele final de tarde, qualquer barulho diferente no motor seria o pretexto perfeito para voltar àquela oficina.
Ela pediu para vermos um momento com calma para darmos continuidade em nossa conversa em um local mais apropriado , claro que eu concordei.
Este dia foi complicado para chega mas valeu cada minuto!!
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