O silêncio do final de noite no apartamento parecia amplificar cada pequeno som: o ruído distante do vento contra a janela, o tilintar suave dos copos sobre a mesa de centro e o ritmo pausado das respirações que se aproximavam.
Ele a observava da penumbra do sofá. Ela usava apenas uma camisa de linho entreaberta, cujos botões superiores deixavam exposto o contorno delicado dos seios e o brilho suave da pele sob a iluminação indireta do abajur. A cada passo lento que ela dava em sua direção, a provocação velada ficava mais evidente.
Quando ela finalmente parou entre as pernas dele, ele não hesitou. Segurou firme em seus quadris e a puxou para baixo, fazendo-a sentar-se sobre seu colo. O contato imediato entre a pele quente dela e o tecido fino de sua calça fez ambos soltarem um suspiro entrecortado.
— Você joga com fogo sabendo exatamente onde vai dar — sussurrou ele, a voz grave e pausada, roçando os lábios no pescoço macio dela.
— E quem disse que eu quero evitar o fogo? — respondeu ela, inclinando a cabeça para o lado para dar livre acesso aos beijos quentes que subiam do seu ombro até a curva da orelha.
As mãos dele subiram devagar pelas coxas descobertas dela, sentindo a maciez da pele arder sob o toque. Com um movimento ágil, ele desfez os botões restantes da camisa, abrindo-a por completo e deixando seus seios expostos ao olhar faminto. Ele envolveu os contornos firmes com as mãos, acariciando os mamilos eretos com o polegar enquanto colava sua boca na dela em um beijo profundo, denso e cheio de língua.
Ela respondeu ao beijo com urgência, cravando as unhas nas costas dele e rebolando devagar sobre o seu colo, sentindo a rigidez pulsante dele contra o seu centro úmido. A sensação de desejo contido explodiu. Sem romper o contato visual, ela ergueu o corpo o suficiente para que ele desatasse a calça e se libertasse por completo.
A umidade dela estava no ponto exato, quente e ansiosa. Ele se posicionou na entrada e, segurando-a pela cintura com firmeza, guiou-a para baixo. A penetração foi lenta, contínua e profunda, arrancando um gemido agudo e desprovido de pudor dos lábios dela.
— Assim... bem fundo — murmurou ela, enterrando o rosto no pescoço dele enquanto seus quadris começavam a se mover em círculos lentos e prazerosos.
Ele assumiu o ritmo, elevando os quadris e impulsionando-se para cima com estocadas fortes e ritmadas. Cada movimento provocava um estalo suave de pele contra pele, preenchendo a sala com o som da intimidade desnudada. A sensação de aperto úmido e o calor pulsante de dentro dela o levavam ao limite da razão.
Ela apoiava as mãos no peito musculoso dele, arqueando as costas a cada nova estocada profunda. O prazer se acumulava no baixo ventre como uma onda devastadora. Os gemidos dela tornavam-se cada vez mais frequentes e altos, ecoando pelo ambiente silencioso.
— Não para... acelera um pouco mais — pediu ela, arfando contra o rosto dele.
Ele atendeu ao pedido, aumentando a velocidade e a intensidade das estocadas. As mãos dele desceram para as nádegas dela, apertando-as com força a cada impulso para garantir que o contato fosse absoluto. O atrito constante e ritmado no ponto exato fez o corpo dela estremecer por inteiro.
Em poucos instantes, as contrações involuntárias do orgasmo dela começaram a apertá-lo ferozmente por dentro. Ela soltou um grito abafado no ombro dele, entregando-se completamente às ondas intensas de gozo que percorriam cada fibra de seu corpo.
Sentir a explosão de prazer dela foi o estopim final. Ele segurou-a com força contra o peito e deu três estocadas finais, profundas e vigorosas, derramando todo o seu calor intenso dentro dela enquanto soltava um gemido grave e prolongado.
Os dois permaneceram unidos por longos minutos, sentindo os corações descompassados baterem juntos enquanto a respiração aos poucos voltava ao normal na calma da madrugada
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